segunda-feira, 25 de julho de 2011

Sobre a perda.


Perder-se é mais viável do que apenas perder. Por vezes, a perda gera a perda de si, que complica os dias, prejudica a vida de forma descomedida. Mas é possível perder sem se perder, sim. Hoje, perdi um sorriso, um momento e uma melodia. Podia ter me perdido também naquela miscelânea de cores, gostos e gestos, mas não: decidi permanecer firme, vívida, como uma constelação. A escolha de ser estrela (cadente ou não) nem sempre nos é concedida, mas é preciso estar atento para quando esta estiver disponível e palpável.
Eu podia ter gritado, retive. Reter nem sempre é tão saudável, mas resolvi arriscar. Risco nem sempre leva a lágrimas, mas resolvi chorar. Choro nem sempre é ruim, mas decidi que seria, sim. Ser ruim se torna relativo ao passo que estamos sim ou não no controle.
Podia ser chato, mas apenas é... Resolvi deixar passar despercebido. Percebeu?

"e agora como passo sem você
se o seu nome está gravado 
no meu braço como um selo"
(Nando Reis)

4 comentários:

Mariana Perim disse...

Tão sutil e tão tocante... :/

Fernanda Campos disse...

Percebi um sentimento bem verdadeiro vindo daí, isso sim!

Adorei esse seu canto! Me trouxe reflexões, sentimentos e vontades!! :) Obrigada pelo presente!

msantologia disse...

Obrigado pelo link, Carol!

E aí, gostou do post?

Thay Cosbet disse...

E Clarice já nos dizia: "Perder-se também é caminho."
E junto com a Lei de Thelema: "Todo homem e toda mulher é uma estrela."

Legal as metáforas cruzadas aí. Tô me familiarizando com teus textos, dona.

Beijo III