domingo, 11 de setembro de 2011

Sobre o esquecimento.

Coisas e pessoas não deveriam ir, vão em vão, de nossas vidas. Talvez isso seja o que mais me incomoda nessa liquidez dos tempos modernos. Mas, antes de continuar a dizer tudo que pretendo, preciso deixar claro que tentei, sim, esquecer. Mas, sem sucesso, resolvi esquecer de esquecer. Pareceu-me mais prudente esse caminho, mesmo que sem flores. O esquecimento, de qualquer forma, é dolorido, mas quando é bem-sucedido faz esquecer também essas dores do percurso, como numa lavagem cerebral. Queria mesmo que esquecer esse período abafado de vida fosse como esquecer o que comemos no almoço. Mas não é e eu já nem lembro o que eu deveria dizer, ou não o quero mais dizer - o que dá quase no mesmo.

Um comentário:

Thay Cosbet disse...

Que coisa, não?
A gente lembra, lembra, lembra... e quando tenta lembrar de novo, esquece.

Fofo o blog, Carol.
Um beijão